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Sarau online promove debate sobre situações de vulnerabilidade da mulher PDF Imprimir E-mail

03/07/2020 – A partir dessa sexta-feira (3) e durante todas do mês de julho, às 21h, a Coordenadoria de Políticas e Direitos da Mulher (Codim) e a Coordenadoria de Políticas de Promoção para a Igualdade Racial da Prefeitura de Niterói (Ceppir), em parceria firmada com a Cena Portuária Produções, o Coletivo de Mulheres Poetas e a Ong Promundo promoverão o Sarau Elucida em lives transmitidas pelo Instagram @sarauelucida sobre trabalhos de escritoras negras.

 

Karina de Paula, coordenadora da Codim, ressalta a inovação do sarau online, em tempos de pandemia, com foco no reconhecimento de artistas negros.

“O Sarau Elucida inova por ser um sarau realizado em ambiente online e por ter como foco a visibilidade dos escritos de mulheres negras. A participação das mulheres negras de Niterói no evento promove não somente a cidade, mas o reconhecimento de nossas escritoras, poetisas e atrizes que, por meio da arte, da literatura e da cultura, tanto contribuem para promover o fortalecimento de outras mulheres de Niterói”, explica a coordenadora.

O projeto pretende dar visibilidade a canais de saúde psicológica para mulheres em situação de traumas conjugais e aos canais de denúncia para mulheres em situação vulnerável, além de promover campanha de arrecadação para as instituições Projeto Negras Potente e Associação da Vila Mimosa.

De acordo com Daniela Lopes, produtora cultural da Codim, o mês de julho é muito representativo na luta da mulher negra e esse evento é uma oportunidade de dar visibilidade a esse momento.

“O Sarau Elucida é uma importante ferramenta para dar visibilidade à mulher negra e sua relação com a arte e a literatura. O dia 25 de julho é conhecido como o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino Americana e Caribenha e, em Niterói, temos uma lei que também instituiu essa data para valorizar o trabalho e o protagonismo dessas mulheres. A realização de um projeto tão representativo no mês de julho reafirma a importância desse reconhecimento, trazendo grandes nomes da literatura negra feminina e promovendo o debate em torno dos espaços e produções das mulheres negras em nossa cidade”, disse Daniela.

Serão cinco semanas de atividades com performances de atores negros seguindo o cronograma que tem início às 19h com vídeos com textos de Conceição Evaristo, Elaine Marcelina, Teresa Cárdenas, Taís Espírito Santo, Livia Prado e Elisa Lucinda na página do sarau; seguido da live às 21h em formato de bate-papo com a autora da obra e uma convidada, com mediação de Sol Miranda, atriz e produtora, formada em Letras e cofundadora do Grupo Emú e da Segunda Black; e finalizando às 22h com espaço aberto para quem quiser declamar poemas próprios. Excepcionalmente no dia 17, haverá duas edições, a primeira com início às 16h.

“O Sarau Elucida é um momento ímpar para nossas poetisas e escritoras. Temos o máximo orgulho de ver lindas divas dialogando com as Mulheres Negras de Niterói e construindo essa rede de cultura, fortalecimento e reconhecimento de nossas mulheres”, destaca a coordenadora da Ceppir, Celecina Rodrigues.

Thiago Viana, diretor da Cena Portuária Produções e coordenador de produção do Sarau Elucida, explica que o evento defende o posicionamento das mulheres pela igualdade de gênero e o basta na violência física e psicológica que aumentaram abruptamente durante a quarentena.

"Queremos fomentar o diálogo com outros homens sobre a masculinidade tóxica a partir dos atores que interpretaram os textos. Queremos intensificar a discussão nas redes sobre o assunto”, acrescenta.

Programação

03/07- O texto “Isaltina Campo Belo”, de Conceição Evaristo, será encenado por Wilson Rabelo. Após a leitura, Conceição Evaristo conversa com Danielle Silva. Conceição Evaristo é mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense, e uma das mais renomadas escritoras brasileiras, reconhecida nacional e internacionalmente. O conto Isaltina Campo Belo servirá de base para a discussão do tema “Violências e interseccionalidades: as travessias da mulher negra escrita em gênero, raça e orientação sexual”. Wilson Rabelo iniciou seus estudos em Belo Horizonte. Como autodidata, transitou por diferentes correntes de teatro e diretores das décadas de 1980 a atualidade. Dentre os trabalhos estão “Bacurau” (Kleber Mendonça Filho, 2019) no cinema, e “Besouro Cordão de Ouro” (Paulo César Pinheiro, 2006) no teatro. Danielle da Silva é formada em Letras Português e Literaturas pela Universidade Estácio de Sá, especialista em Educação Básica e Língua Portuguesa pela UERJ/FFP.

10/07 – “Jurada de morte”, de Elaine Marcelina, será interpretado por Beto Pacheco. Elaine conversa com Débora Moreno de Souza após a performance. Elaine Marcelina é escritora, roteirista e dramaturga, além de graduada e mestre em História. Colunista do site Pauta Rio, ministra a oficina de escrita criativa “Meu Primeiro Livro” e faz parte do grupo de pesquisa Áfricas UERJ/UFRJ! O texto Jurada de morte será base para discussão do artigo 5º da Constituição Brasileira. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza? Todos quem?” Beto Pacheco formou-se bailarino em São Paulo no Teatro Brasileiro de Dança (TBD). Formou-se também na Escola de Artes Dramáticas Emilio Fontana e estudou Arte Educação na Universidade São Judas Tadeu. Débora Moreno de Souza é poeta, artesã, contadora de história e palestrante. Criada na Comunidade Morro do Estado é conhecida como “A escritora das latas", por ter confeccionado uma capa de latinhas de alumínio, vestimenta oficial nas suas apresentações.

17/07 - 16h - Publicação do vídeo Cena/Performance e Sarau Elucida

17/07 – 18h - Live com autora Teresa Cárdenas – “Mulher preta falando com Deus”, texto de Teresa Cárdenas, será apresentado por Carlos Maia. Após a leitura, Teresa conversa com Priscila Caprice. Teresa Cárdenas é cubana, escritora, roteirista, atriz, bailarina, ativista social e membro da União de Escritores e Artistas de Cuba. O texto “Mulher preta falando com Deus” será base para a discussão sobre Fé e Espiritualidade. Carlos Maia é ator e jornalista. Entrou no mundo das artes em 2001, por meio do curso de teatro do Centro de Identificação e Documentação do Artista Negro (CIDAN) da atriz Zezé Motta. Priscila Caprice é autora do livro “Contos da Dona Noite”, administradora do blog de contos “O mundo de Évora” e apresentadora do canal “Contos da Dona Noite”, de contação de histórias.

“Quando eu parei de mandar beijo”, de Thaís Espírito Santo, será encenado por Lucas Sampaio. Após a apresentação, Thais conversa com Lia Vieira. Thais Espírito Santo é escritora, assessora literária e gestora cultural. Cofundadora da Orùn Aiyè Produções, destinada a artistas pretos, atua como coordenadora de cultura das Josefinas Colab, startup e coletivo de mulheres empreendedoras. O texto “Quando eu parei de mandar beijo” permeia a discussão do tema “Corpos de mulheres negras: traços, marcas, gestos, invisibilidades, potências e resistências”. Lucas Sampaio é ator e percussionista. Participou das Oficinas de teatro e vídeo do Coletivo Preto e também da ONG Ecoa de Teatro Social, com a montagem do espetáculo "Gameleira", indicado como Melhor Ator no 13° FENTA. É ator do espetáculo “Negra Palavra: Solano Trindade”, do Coletivo Preto e Companhia de Teatro Íntimo. Lia Vieira é graduada em Economia, Turismo e Letras e doutoranda em Educação pela Universidade de La Habana (Cuba) /Universidade Estácio de Sá (RJ). Dirigente da Associação de Pesquisa da Cultura Afro-brasileira, militante do Movimento Negro e Movimento de Mulheres.

24/07 – “Cadê ele?”, texto de Lívia Prado, será lido por Reinaldo Junior. Após a cena, Lívia bate papo com Lucilaine Reis. Lívia Prado ela é atriz, poeta, dramaturga, professora de teatro e performer. O texto “Cadê ele?” inicia a discussão do tema “Genocídio da infância e da juventude negra: os filhos que nos tiraram”. Reinaldo Junior é multiartista, produtor e curador. É curador do Teatro Chica Xavier. Participou dos projetos do Grupo Emú (2015), da Confraria do Impossível (2015), da Rádio Itinerante A VOZ da Senzala (2016) e da Segunda Black (2018). Lucilaine Reis é pedagoga e mestre em Educação pela UFF. Também é poeta, membro do Coletivo de Mulheres Poetas de Niterói, escritora, compositora e saxofonista da Banda Prajna.

31/07 – “Aviso da lua que menstrua”, de Elisa Lucinda, será interpretado por Lucas Sampaio, Wilson Rabelo, Betto Pacheco, Reinaldo Junior e Carlos Maia, que participam das edições anteriores do Sarau Elucida. Após a interpretação coletiva, Elisa Lucinda conversa com Rosane Romão. Elisa Lucinda é poetisa, jornalista, escritora, cantora e atriz. O texto “Aviso da lua que menstrua” será a base para a discussão “Mulheres negras em fluxos”. Rosane Romão é psicóloga, especialista em recursos humanos, mestra em administração, servidora aposentada da Universidade Federal Fluminense. Atuou como Consultora do SOS Racismo Brasil.

 

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